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As várias faces do empreendedorismo feito por elas

  • Foto do escritor: Michelle Garcia
    Michelle Garcia
  • 29 de abr. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de jun. de 2021

Empreendedoras contam sobre os desafios do negócio próprio local durante a crise sanitária de COVID-19


A crise gerada pela pandemia fez com que muitos estabelecimentos fechassem suas portas e que o mercado de trabalho reduzisse suas entradas. O impacto socioeconômico têm acrescido; o qual tem afetado o empreendedorismo local e atingido principalmente as mulheres donas de negócio.


A sensação de despreparo pegou-as de surpresa, evidenciando e colocando em pauta problemas estruturais já enfrentados normalmente. Mental, econômica e fisicamente, são elas quem mais têm sofrido com os impactos do período. Entretanto, é válido lembrar que o momento é não igual para todas, as quais passam pelas adversidades de forma única, procurando sempre trazer equidade aos seus negócios.


O machismo segue sendo apontado como fator dificultante


É inegável a evolução feminina expressiva no mercado de trabalho. E muita dessa escalada se deve às lutas diárias contra o machismo e a misoginia (aqui são adicionados os recortes de raça e gênero, como o racismo e transfobia) impostos que se fazem presentes no empreendedorismo feito por elas. Estas são as principais dificuldades listadas por Thayná Santos, dona da A Lojinha MakeUp, loja online de maquiagens, traz também o reforço do estereótipo de “empreendedora fútil”, que apenas por ser mulher, se limita a vender e oferecer serviços em áreas consideradas “de mulheres”.


“Com toda a certeza é o pensamento limitado de “eu não tenho capacidade pra isso” e o machismo imposto sobre isso. Eu vendo maquiagem e saber que eu “só” poderia entender disso é frustrante. Eu poderia vender carros se eu quisesse, não é por eu ser mulher que só entendo de beleza e estética”, confirma.

A escassez e perda de emprego são fatores facilitadores


Com a onda de incerteza trazida pela COVID-19, o empreendedorismo tornou-se a principal alternativa de renda, que para muitas, assim como Thayná, acabou perdendo seu emprego e viu na abertura de um empreendimento o meio principal de manter as contas em dia. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), entre março e setembro foram fechados 897,2 mil postos de trabalho com carteira assinada, sendo que 585,5 mil eram ocupados por mulheres.


Apesar das adversidades encontradas, ela vê chances de prosperar num futuro próximo. Atualmente, ela vê seu negócio como algo brilhante, já não mais uma fagulha, pensando até mesmo em abrir uma loja física.


Os empreendimentos já consolidados também foram afetados


Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo IBGE, mostram que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil e que, em 2018, elas já eram 34% dos “donos de negócio”.


Ultrapassando as estatísticas, Jennifer Adane Mór, proprietária do Estúdio de Dança Lousane, há mais de cinco anos no ramo dos negócios, começou a empreender desde os 17 anos; a fim de realizar o sonho idealizado junto à mãe, que é propor um espaço que fomente a arte na comunidade.

Todavia, seu estúdio teve de ser fechado por conta das medidas de combate ao coronavírus, algo que ela mesma relata:


“Como eu trabalho o corpo, como meu tipo de serviço é o serviço do contato, foi grandemente afetado por vários motivos. […] Pela questão de trabalhar com várias crianças, muitas famílias não se adaptaram às aulas online, por não ter o aparelho de internet que funcionasse…vários pontos. Mas ainda sim, temos e tivemos famílias que se mantiveram e se mantêm conosco. Muitas ações foram feitas para mantermos esses alunos motivados a permanecer.”

Um outro ponto também trazido por ela é a pouca regulamentação de seu serviço. O fato de o estado colocar os profissionais de dança junto à profissionais de Educação Física, dificulta o reconhecimento das necessidades que o ensino desta arte tem, fazendo com que estabelecimentos como o dela sejam os primeiros a fechar e os últimos a abrir.



Fotos: Estúdio de Dança Lousane

Elas planejam, esperam e fazem um futuro melhor


Ambas afirmam que a base para fazer um bom empreendedorismo é buscar as tendências, pesquisar bastante a respeito de seu nicho, compreender as mudanças de mercado, mas acima de tudo, reconhecer sua realidade enquanto mulher. Para que assim mais qualificação surja, a comunidade cresça, para que mais portas possam se abrir e que desta forma, as mulheres conquistem espaços onde quiserem estar.






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