Casos de Dengue aumentam significativamente no Rio Grande do Sul
- Pedro Oliveira

- 2 de mai. de 2021
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Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS) foram registrados 6.307 casos suspeitos de dengue. A partir desse registro, os casos foram investigados e 3.592 foram confirmados como positivos para a doença. Desses 3.592, 3.305 foram detectados como sendo casos autóctones – ou seja, casos em que a doença foi contraída na cidade ou estado de origem, não sendo, dessa forma, de outras áreas –, representando 92% dos casos confirmados e 287 foram importados. Com esse dado, é possível perceber que os casos de Dengue são originados em maioria no Rio Grande do Sul. Dos casos registrados 326 foram inconclusivos, não podendo ser positivados ou negativados e 89 continuam aguardando investigação.
Outra questão levantada de grande importância é que comparando anos de 2015, 2016, 2019 e 2020, foi percebido que nesse ano houve um aumento significativo dos casos de dengue autóctones podendo assim, levar a conclusão de que o controle da proliferação do mosquito Aedes aegypti não está sendo eficaz. A respeito da distribuição dos casos originados no estado, em relação a sexo houve maior número de casos em mulheres e quanto a idade, foi percebido um maior número de casos em indivíduos entre 30 a 39 anos.
Ainda de acordo com a SES/RS, os casos de dengue são distribuídos em todas as épocas do ano, havendo um aumento de casos entre novembro e maio, no final da primavera até o final do outono. Foram registrados casos em 211 municípios do RS dos casos originados na cidade em questão, 76,7% correspondem a moradores dos municípios Santa Maria, Cerro Largo, Santo Ângelo, Venâncio Aires, Santa Rosa, Santo Cristo, Constantina, Coronel Bicaco, Palmitinho e Três Passos.
Os sintomas mais comuns relatados foram dores musculares, dor de cabeça e febre na maioria dos casos. Ainda foi relatado em uma parcela significativa da população doente erupções na pele, dores nos olhos e nas costas, náuseas, dores nas articulações, manchas pequenas avermelhadas na pele. Alguns sintomas mais incomuns relatados foram: vômitos, uma baixa no número de algumas células de defesa, inflamação nas articulações e conjuntivite.
Em 2020 também foram notificados 71.698 casos prováveis de Febre Chikunguya no Brasil, cujo mosquito que transmite a doença é o mesmo que da dengue, com 15 óbitos. Em relação a essa doença, a ocorrência de notificações de casos suspeitos ocorreu em 59 cidades do Rio Grande do Sul, tendo sido notificados 254 casos em grande maioria em Santa Maria e em Porto Alegre. A doença causa pelo Zika Vírus, também de mesmo mosquito transmissor, também teve casos em 2020, sendo 6.705 casos prováveis notificados no Brasil e no estado houve a notificação de 290 casos com 38 confirmados e sendo 37 casos originados dos municípios de Sapucaia do Sul, Santa Maria, Dom Pedrito e Três Passos.
Já em relação a Febre Amarela, transmitida também pelo mosquito Aedes aegypti, os casos são de Febre Amarela Silvestre, ou seja, o vírus que é transmitido por mosquitos que vivem em áreas de matas, mais afastadas da cidade. No Brasil, houve a notificação de 812 casos suspeitos, contudo, apenas 17 foram confirmados e desses, 3 casos evoluíram para o óbito.


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